Cálculo INSS
Calcule a contribuição previdenciária com tabela progressiva.
Resultado do cálculo
- Salário de contribuição
- R$ 5.000,00
- Contribuição INSS
- R$ 501,51
- Alíquota efetiva (%)
- 10.0302
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Sobre a Cálculo INSS
O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) é a contribuição previdenciária descontada mensalmente do trabalhador para financiar benefícios como aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte. Esta calculadora aplica a tabela progressiva por faixas vigente em 2026, em que cada percentual incide apenas sobre a parte do salário que cai dentro de cada intervalo, e mostra tanto o valor descontado quanto a alíquota efetiva real sobre a sua remuneração.
Como usar
- Informe o salário bruto mensal, ou seja, a remuneração total antes de qualquer desconto.
- Indique o tipo de vínculo, se for o caso, para diferenciar empregado CLT de contribuinte individual ou MEI.
- Clique em calcular para ver o valor do INSS, a faixa atingida e a alíquota efetiva sobre o salário.
O que é o INSS e para que serve
O INSS é a autarquia federal responsável pela Previdência Social, e a contribuição que leva o seu nome é o valor descontado do trabalhador para custear a seguridade. Quem contribui passa a ter direito a benefícios como aposentadoria por idade ou tempo de contribuição, auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), salário-maternidade, auxílio-acidente e pensão por morte para os dependentes. Para o empregado CLT, o desconto é feito automaticamente na folha de pagamento pelo empregador, que recolhe o valor à União. A base legal está na Lei 8.212/1991 (Plano de Custeio) e na Lei 8.213/1991 (Plano de Benefícios).
Como funciona o cálculo progressivo por faixas
Desde 2020, o INSS do trabalhador com carteira assinada é progressivo: cada alíquota incide somente sobre a parcela do salário que se encontra dentro da respectiva faixa, e não sobre o salário inteiro. Isso é parecido com o cálculo do Imposto de Renda. Por exemplo, num salário de R$ 3.000,00, os primeiros R$ 1.621,00 são tributados a 7,5%, a parte entre R$ 1.621,01 e R$ 2.902,84 a 9%, e apenas o que excede R$ 2.902,85 entra na faixa de 12%. O resultado é que ninguém paga a alíquota máxima sobre todo o salário, e a alíquota real (efetiva) fica sempre abaixo do percentual da faixa mais alta atingida.
Tabela INSS 2026 detalhada
Para 2026, com salário mínimo de R$ 1.621,00, as faixas de contribuição do empregado, doméstico e trabalhador avulso são: até R$ 1.621,00, alíquota de 7,5%; de R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84, alíquota de 9%; de R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27, alíquota de 12%; e de R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55 (o teto), alíquota de 14%. Cada faixa só se aplica à parte do salário contida nela. Quem recebe acima de R$ 8.475,55 contribui sobre o teto e tem desconto fixo de R$ 988,09, que é o valor máximo do INSS em 2026.
Método da parcela a deduzir
Para agilizar a conta sem somar faixa por faixa, usa-se a parcela a deduzir: multiplica-se o salário pela alíquota da faixa em que ele se encontra e subtrai-se um valor fixo. A fórmula é INSS = salário x alíquota - parcela a deduzir. As parcelas a deduzir em 2026 são: faixa de 7,5%, R$ 0,00; faixa de 9%, R$ 24,32; faixa de 12%, R$ 111,40; faixa de 14%, R$ 198,49. Exemplo para um salário de R$ 3.500,00, que cai na faixa de 12%: R$ 3.500,00 x 12% - R$ 111,40 = R$ 420,00 - R$ 111,40 = R$ 308,60.
Teto previdenciário e contribuição máxima
O teto do INSS em 2026 é de R$ 8.475,55, que é o salário de contribuição máximo. Sobre qualquer remuneração igual ou superior a esse valor, o desconto é sempre o mesmo: R$ 988,09. Conferindo pela fórmula, R$ 8.475,55 x 14% - R$ 198,49 = R$ 1.186,58 - R$ 198,49 = R$ 988,09. Esse limite também define o valor máximo dos benefícios pagos pelo INSS: por mais alto que seja o salário, nem a contribuição nem a futura aposentadoria pelo Regime Geral ultrapassam o teto vigente.
Alíquota efetiva x alíquota nominal
A alíquota nominal é o percentual da faixa (7,5%, 9%, 12% ou 14%), enquanto a alíquota efetiva é o percentual que o desconto representa sobre o salário total. Como o cálculo é progressivo, a efetiva é sempre menor que a nominal da faixa máxima atingida. Exemplo: num salário de R$ 4.354,28, que toca o início da faixa de 14%, o INSS é R$ 4.354,28 x 14% - R$ 198,49 = R$ 411,11, o que equivale a uma alíquota efetiva de cerca de 9,4%, bem abaixo dos 14%. Por isso, dizer que alguém paga 14% de INSS é impreciso.
INSS de CLT, autônomo e MEI
Para o empregado CLT, doméstico e avulso vale a tabela progressiva de 7,5% a 14%. Já o contribuinte individual (autônomo) que presta serviço por conta própria recolhe por conta própria, com duas opções principais: o plano normal, com 20% sobre o salário de contribuição declarado (entre o mínimo e o teto), que dá direito a todos os benefícios; ou o plano simplificado, com 11% sobre o salário mínimo (R$ 178,31 em 2026), que não permite aposentadoria por tempo de contribuição. O MEI recolhe a previdência dentro do DAS, com 5% do salário mínimo, ou seja, R$ 81,05 por mês em 2026, podendo complementar para ter acesso a mais benefícios.
Sobre o que o INSS incide
A contribuição incide sobre a remuneração habitual: salário-base, horas extras, adicionais de insalubridade, periculosidade e noturno, comissões, gratificações e o 13º salário (que tem cálculo de INSS próprio e separado do mês). Não incidem INSS as verbas indenizatórias, como aviso prévio indenizado, férias indenizadas, a multa de 40% do FGTS, vale-transporte, ajuda de custo e diárias dentro dos limites legais. O próprio FGTS, depositado pelo empregador, também não sofre nem gera desconto de INSS no salário do trabalhador.
Exemplo prático completo de um salário
Considere um salário bruto de R$ 5.000,00. Pelo método das faixas: 7,5% sobre R$ 1.621,00 = R$ 121,58; 9% sobre R$ 1.281,84 (de R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84) = R$ 115,37; 12% sobre R$ 1.451,43 (de R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27) = R$ 174,17; 14% sobre R$ 645,72 (de R$ 4.354,28 a R$ 5.000,00) = R$ 90,40. Somando: R$ 121,58 + R$ 115,37 + R$ 174,17 + R$ 90,40 = R$ 501,52. Pela parcela a deduzir, chega-se ao mesmo valor: R$ 5.000,00 x 14% - R$ 198,49 = R$ 700,00 - R$ 198,49 = R$ 501,51 (a diferença de centavos vem de arredondamentos). A alíquota efetiva é de cerca de 10%.
Perguntas frequentes
O INSS incide sobre o salário inteiro de uma vez?
Não. O cálculo é progressivo: cada alíquota (7,5%, 9%, 12% e 14%) incide apenas sobre a parcela do salário dentro da respectiva faixa. Por isso a alíquota efetiva que você realmente paga é sempre menor que a alíquota da faixa mais alta atingida.
Qual é o desconto máximo de INSS em 2026?
O desconto máximo é de R$ 988,09, aplicado a quem recebe igual ou acima do teto de R$ 8.475,55. Acima desse salário o valor do INSS não aumenta, pois a contribuição é limitada ao teto previdenciário.
Como calcular o INSS de forma rápida?
Use a fórmula INSS = salário x alíquota da faixa - parcela a deduzir. Em 2026 as parcelas a deduzir são R$ 0,00 (7,5%), R$ 24,32 (9%), R$ 111,40 (12%) e R$ 198,49 (14%). Exemplo: R$ 3.000,00 x 12% - R$ 111,40 = R$ 248,60.
Quanto o autônomo paga de INSS?
O contribuinte individual recolhe por conta própria: 20% sobre o salário de contribuição declarado (do mínimo ao teto), com direito a todos os benefícios, ou 11% sobre o salário mínimo no plano simplificado, que não dá direito à aposentadoria por tempo de contribuição.
Quanto o MEI contribui para o INSS?
O MEI recolhe a previdência dentro da guia mensal (DAS), no valor de 5% do salário mínimo, o que dá R$ 81,05 em 2026. Esse recolhimento garante benefícios como aposentadoria por idade, auxílio por incapacidade e salário-maternidade.
O 13º salário tem desconto de INSS?
Sim. O 13º salário sofre INSS, mas o cálculo é feito separadamente do salário mensal, com a tabela progressiva aplicada sobre o próprio valor do 13º. Verbas indenizatórias, como aviso prévio indenizado e a multa de 40% do FGTS, não sofrem o desconto.
Salário maior gera aposentadoria maior?
Em parte. Contribuir sobre salários mais altos eleva a média que define o benefício, mas tanto a contribuição quanto a futura aposentadoria pelo Regime Geral são limitadas ao teto. Quem deseja renda acima do teto precisa recorrer à previdência privada.
Por que minha alíquota efetiva é menor que 14%?
Porque o cálculo é progressivo. Mesmo quem atinge a faixa de 14% só paga esse percentual sobre a última fatia do salário; as faixas anteriores são tributadas a 7,5%, 9% e 12%. O resultado é uma alíquota efetiva real bem inferior aos 14% nominais.
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