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Calculadora de Reajuste Salarial e Dissídio

Aplique percentual de reajuste sobre o salário atual.

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Resultado do cálculo

Salário atual
R$ 5.000,00
Percentual de reajuste
5
Valor do aumento
R$ 250,00
Novo salário
R$ 5.250,00

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Sobre a Calculadora de Reajuste Salarial e Dissídio

O reajuste salarial corrige o valor do salário ao longo do tempo, geralmente para repor a inflação do período e, em alguns casos, garantir um ganho real acima dela. Na maioria das categorias, esse percentual é definido na negociação coletiva anual entre sindicatos, em torno da data-base, processo conhecido como dissídio. Esta calculadora aplica o percentual ao salário atual e mostra o novo valor e a diferença em reais.

Como usar

  1. Informe o salário atual (valor bruto antes dos descontos).
  2. Digite o percentual de reajuste definido em acordo, convenção ou dissídio da sua categoria.
  3. Se houver retroatividade, informe o número de meses para calcular as diferenças acumuladas.
  4. Veja o novo salário, o valor do aumento em reais e o total retroativo, se aplicável.

O que é reajuste salarial e o que é dissídio

Reajuste salarial é a atualização do valor do salário, normalmente para compensar a perda do poder de compra causada pela inflação. Dissídio é o processo de negociação coletiva (ou a ação judicial, quando a negociação não avança) por meio do qual sindicatos definem esse reajuste para toda a categoria. Em resumo, o dissídio é o caminho e o reajuste é o resultado: o percentual fechado no dissídio passa a valer para os trabalhadores representados pelo sindicato. Por exemplo, se a categoria negocia 6%, todos os contratos abrangidos pela convenção recebem esse aumento sobre o salário.

Fórmula do reajuste

O cálculo do novo salário usa a fórmula: Novo salário = Salário atual x (1 + percentual / 100). O valor do aumento é simplesmente a diferença entre o novo e o antigo. Exemplo: salário de R$ 2.500,00 com reajuste de 6%. Novo salário = 2.500 x (1 + 6 / 100) = 2.500 x 1,06 = R$ 2.650,00. O aumento mensal é de R$ 150,00. É o mesmo resultado de multiplicar 2.500 por 0,06 (R$ 150,00) e somar ao salário original.

Dissídio coletivo e data-base

A data-base é o mês fixado na convenção coletiva em que o reajuste da categoria passa a valer todos os anos. Cada categoria tem a sua: comerciários, metalúrgicos, professores e bancários, por exemplo, têm datas-base diferentes. Quando chega esse período, os sindicatos negociam o percentual; se não houver acordo, a questão pode ir ao Tribunal do Trabalho, que profere a sentença normativa (o dissídio coletivo propriamente dito). Tem direito ao reajuste quem é contratado pela CLT e está vinculado à categoria representada pelo sindicato, independentemente do valor do salário.

Reajuste por inflação (INPC/IPCA) e reajuste real

O reajuste costuma ter como referência um índice de inflação. O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) é o mais usado em negociações salariais porque mede o custo de vida de famílias com renda mais baixa, perfil próximo da maioria dos assalariados. O IPCA é o índice oficial de inflação do país. Repor o índice apenas mantém o poder de compra; quando o percentual negociado fica acima da inflação, há reajuste real, ou seja, ganho efetivo. Exemplo: se a inflação do período foi de 4% e o acordo concedeu 5,5%, há cerca de 1,5 ponto de ganho real.

Diferença entre reposição e ganho real

Reposição é a parcela do reajuste que apenas devolve o que a inflação corroeu, sem aumentar o poder de compra. Ganho real é o que vem acima da inflação e representa aumento de fato no padrão de vida. De forma simplificada, o ganho real aproximado é o percentual de reajuste menos o percentual de inflação. Exemplo: reajuste de 7% com inflação de 4,5% resulta em reposição de 4,5% e ganho real de aproximadamente 2,5%. Se o reajuste fica abaixo da inflação, ocorre perda real, mesmo com o salário nominal maior.

Piso salarial da categoria

O piso salarial é o menor valor que pode ser pago a quem exerce uma função dentro da categoria, definido em convenção ou acordo coletivo. Ele nunca pode ser inferior ao salário mínimo nacional, mas costuma ser maior. Após o reajuste, é importante verificar se o salário não ficou abaixo do novo piso: se ficou, o empregador deve elevá-lo até o piso. Exemplo: se o piso reajustado da categoria passou para R$ 1.900,00 e um funcionário, mesmo com o reajuste percentual, chegou a R$ 1.850,00, o salário deve ser ajustado para R$ 1.900,00.

Reajuste retroativo e diferenças

Como as negociações nem sempre terminam na data-base, é comum o reajuste valer retroativamente a esse mês. Nesse caso, o empregador paga as diferenças acumuladas dos meses já trabalhados com o salário antigo. A diferença mensal é o aumento (novo salário menos o antigo), e o total retroativo é essa diferença multiplicada pelo número de meses. Exemplo: aumento de R$ 150,00 por mês, com data-base em setembro e pagamento em dezembro (3 meses de atraso), gera retroativo de 150 x 3 = R$ 450,00, normalmente pago de uma vez.

Impacto no salário líquido

O reajuste aumenta o salário bruto, mas o líquido pode crescer em proporção menor, pois um salário maior pode cair em faixas mais altas de INSS e de Imposto de Renda. As tabelas de INSS e IRRF são progressivas: parte do aumento pode ser consumida por desconto adicional. Exemplo: um reajuste que faz o salário ultrapassar uma faixa de IRRF pode sujeitar a parcela excedente a uma alíquota maior. Por isso, ao planejar o orçamento, vale considerar o valor líquido e não apenas o bruto reajustado.

Como calcular o percentual entre dois salários

Para descobrir o percentual de reajuste já aplicado entre dois valores, use: Percentual = ((Novo salário - Salário antigo) / Salário antigo) x 100. Exemplo: salário subiu de R$ 2.000,00 para R$ 2.140,00. Percentual = ((2.140 - 2.000) / 2.000) x 100 = (140 / 2.000) x 100 = 7%. Esse cálculo é útil para conferir se o reajuste recebido corresponde ao percentual negociado pela categoria.

Exemplo prático completo

Suponha um salário de R$ 3.000,00, data-base em maio e acordo fechado em agosto concedendo 6%, retroativo a maio. Novo salário = 3.000 x 1,06 = R$ 3.180,00. Aumento mensal = R$ 180,00. Como o pagamento ocorre 3 meses após a data-base, há retroativo de 180 x 3 = R$ 540,00. Se a inflação do período foi de 4%, houve reposição de 4% e ganho real de cerca de 2%. Vale conferir ainda se R$ 3.180,00 respeita o piso reajustado da categoria.

Perguntas frequentes

Quem tem direito ao reajuste salarial por dissídio?

Tem direito todo trabalhador contratado pela CLT que pertença à categoria representada pelo sindicato que negociou o acordo, convenção ou dissídio, independentemente do valor do salário. O reajuste se aplica aos contratos abrangidos pela norma coletiva da categoria, conforme a data-base correspondente.

Qual a diferença entre reajuste, reposição e ganho real?

Reajuste é o aumento total aplicado ao salário. Reposição é a parte que apenas compensa a inflação, mantendo o poder de compra. Ganho real é o que vem acima da inflação e representa aumento efetivo. Em linha geral, ganho real aproximado é o percentual de reajuste menos a inflação do período.

Qual índice é usado para corrigir os salários?

Depende do que for negociado pela categoria. O INPC é o mais comum em reajustes salariais por refletir o custo de vida de famílias de renda mais baixa. Algumas convenções usam o IPCA ou outro parâmetro acordado entre sindicatos. O percentual final pode repor exatamente a inflação ou superá-la, gerando ganho real.

Como sei o percentual de reajuste da minha categoria?

O percentual consta da convenção coletiva (CCT) ou do acordo coletivo (ACT) da categoria, normalmente divulgados pelo sindicato dos trabalhadores. Também é possível consultar o Sistema Mediador do Ministério do Trabalho, onde os instrumentos coletivos ficam registrados. Em caso de dúvida, o sindicato é a fonte oficial.

O que é reajuste retroativo e como ele é pago?

É o reajuste que passa a valer a partir da data-base, mesmo que o acordo tenha sido fechado depois. As diferenças dos meses trabalhados com o salário antigo são pagas como retroativo, geralmente de uma só vez. O valor é a diferença mensal (novo salário menos o antigo) multiplicada pelo número de meses de atraso.

Meu salário líquido vai aumentar na mesma proporção do reajuste?

Nem sempre. Como as tabelas de INSS e de Imposto de Renda são progressivas, um salário maior pode ficar sujeito a faixas e alíquotas mais altas. Assim, parte do aumento pode ser absorvida por descontos, e o líquido pode crescer em proporção um pouco menor do que o bruto.

O reajuste pode deixar meu salário abaixo do piso da categoria?

O reajuste percentual pode resultar em um valor inferior ao novo piso, que também costuma ser corrigido. Quando isso acontece, o empregador deve elevar o salário até o piso da categoria. O piso, por sua vez, nunca pode ser menor que o salário mínimo nacional.

Como calcular o percentual entre meu salário antigo e o novo?

Use a fórmula: ((novo salário menos salário antigo) dividido pelo salário antigo) vezes 100. Por exemplo, de R$ 2.000,00 para R$ 2.140,00, o cálculo é (140 / 2.000) x 100 = 7%. Isso ajuda a conferir se o reajuste recebido corresponde ao negociado.

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